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| :: Software Livre |
UNE organiza mesa sobre Software Livre na Universidade
De 03 a 05 de novembro aconteceu a quarta edição do CONISLI - Congresso Internacional de Software
Livre, que no Palácio de Convencoes do ANHEMBI em São Paulo. O CONISLI é o maior evento
de Software Livre da região sudeste. Nesta edição, a UNE organizou uma mesa com o tema: "Software Livre na Universidade".
* Da esquerda para direita: Roberto Salomon do BrOffice, Jaime Balbino da UNICAMP, Luis Guilherme da
ENEC e Julian da CELEPAR
Durante a mesa, que ocorreu no domingo, dia 05/11 às 15h, 4 palestrantes convidados realizaram diversas
abordagens sobre a utilização do software na educação e, em especial, pelas universidades.
contará com a presença de:
Jaime Balbino, Pedagogo e Colunista do site Dicas-L falou sobre "Liberdade e colaboração na educação" e
destacou que quando falamos de Software Livre na Educação devemos nos pautar em 3 pontos: o
Suporte no apoio a iniciativas, processos e rotinas, na Solução em softwares para educação e na Cultura
para disseminação de “boas práticas”. Jaime ainda coloca que a filosofia empregada pelas ferramentas
Wiki, que aplicam a construção colaborativa do conhecimento precisa ser extendida a todos os níveis de
educação e em especial nos currículos de computação e pedagogia, neste último, é importante que os
futuros pedagogos aprendam a convergir teoria e técnica da aprendizagem com bons exemplos e
boas práticas em Software Livre.
* Henrique Andrade da UFRJ e UNIRIO
Convidado por nós durante o CONISLI, Julian da Companhia de Informática do Paraná, a CELEPAR, que é uma
das maiores apoiadoras de grande parte dos eventos de Software Livre no país, destacou o trabalho que
vem sendo feito nas escolas do Paraná e em iniciativas importantes, como no caso da UFPR, que é a
universidade federal mais avançada no uso de software livre. O Departamento de Informática da UFPR
utiliza apenas software livre em todo o curso, porém, Julian destaca que, mesmo na UFPR, existe
uma dificuldade grande em expandir o SL para outros cursos.
Roberto Salomon, do projeto BrOffice foi convidado para mesa após realizar uma ótima palestra sobre
o padrão ODF, ou Open Document Format. Trata-se de um padrão ISO para a distribuição de documentos
eletrônicos quem vem sendo recomendado, mas ainda é pouco suportado pelos editores de textos proprietários
(aka Word). Salomon destaca que é estratégico para uma nação a adoção de um formato livre nos seus
documentos oficiais, uma vez que não tem sentido o governo "exigir" que o cidadão tenha que gastar(para
estar legal) mais de R$ 2.000 com licenças do sistema operacional e principalmente do pacote Office,
uma vez que até pouco tempo, a agenda do presidente, por exemplo, estava disponível no site em
formato .doc. No caso da educação, é elementar que o ODF seja utilizado como um formato padrão para
a entrega de trabalhos e monografias acadêmicas. Vale destacar que o ODF não se resume a um tipo de
arquivo para textos, é mais do que isso, é um conjunto de padrões para todo o tipo de arquivo de
dados. O formato PDF da Adobe, é um formato aberto, mas de difícil edição.
Do lado dos estudantes, Luís Guilherme Pereira da UNICAMP e Diretor da Executiva Nacional dos Estudantes de
Computação(ENEC) apresentou o projeto Currículo Livre, idealizado pela ENEC e que consiste no
mapeamento de alternativas livres aos softwares comumente utilizados na graduação. A ENEC disponibiliza
um site onde a comunidade acadêmica pode inserir dicas de softwares e relatar casos de sucesso(ou fracasso)
na adoção de ferramentas. Henrique Andrade, da UFRJ/UNIRIO, e ex-diretor da ENEC ainda destacou a experiência
na UNIRIO, quando um professor exigiu que um laboratório de Software Livre utilizasse uma ferramenta
proprietária na disciplina Engenharia de Software. Os alunos fizeram uma pesquisa e encontraram uma
ferramenta livre satisfatória, o professor aceitou a mudança e hoje a universidade diminuiu bastante
o seu gasto com a licença desse software.
Para fechar, Leandro Chemalle da UFABC, Diretor de Inclusão Digital da UNE, fez uma explanação sobre
a importância do movimento estudantil enquanto parceiro do movimento de software livre e ainda fez um
destaque em relação a declaração das Nações Unidas em relação a Educação do Século XXI, realizando
um adendo na definição:
A frase: "A Educação do Século XXI deve capacitar o estudante a utilizar - e desenvolver -
as tecnologias da informação necessárias para o seu desenvolvimento profissional e de sua sociedade.",
ficaria com o adendo grifado. Segundo Chemalle, "para que o estudante possa desenvolver é necessário que o Software seja Livre, pois somente desse modo
ele poderá customizar, com total liberdade, uma aplicacação para atender ás suas necessidades
acadêmicas, de pesquisa e de desenvolvimento" acrescenta.
O objetivo da Diretoria de Inclusão Digital é repetir a mesa, de forma mais ampla no Fórum Internacional
de Software Livre, que rola em abril em Porto Alegre, e nos próximos eventos da UNE.
Mais informações:
UNELivre: Portal de Inclusão Digital da UNE
Coluna de Jaime Balbino no Dicas-L
Projeto Currículo Livre da ENEC
Blog do Roberto Salomon - A importância do ODF
Site da CELEPAR
LatinoWare - Evento Organizado pela CELEPAR
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