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Software Livre: A maior arma contra o imperialismo

"No software proprietário, o programador abdica da liberdade de controlar sua obra, em troca de salário e compromisso de sigilo. O distribuidor, fantasiado de 'fabricante', torna-se proprietário de tudo. Desde o código fonte, tido como segredo de negócio, até as cópias executáveis, licenciadas ao usuário sob custódia e regime draconiano. Enquanto no software livre o programador abdica de um dos canais de receita pelo seu trabalho, em troca da preservação do controle dos termos de uso da sua obra. Em contrapartida, se a obra tiver qualidades, agregará eficiência aos empreendimentos em torno dela. Seu valor semiológico, conversível em receita com serviços, será proporcional à magnitude do esforço colaborativo onde se insere. O código fonte é livre sob licença que preserva esta liberdade, enquanto a cópia executável é tida como propriedade do usuário. (...) Só tem a perder com ele (Software Livre) quem consegue galgar posições monopolistas no modelo proprietário. O problema é que a ganância faz muitos acreditarem que serão os eleitos pelo deus mercado, enquanto seguem correndo atrás da cenoura amarrada na ponta da vara que pende das suas carroças digitais, não se importando com os efeitos colaterais de se tratar conhecimento como bem escasso, ao considerarem software como mercadoria."

As palavras do jornalista Pedro Antonio Dourado de Rezende publicadas no Observatório da Imprensa ilustram em grande parte a diferença entre o software livre e o software proprietário.

O que é importante destacar é que hoje, as empresas de software correspondem a grandes porcentagens dos PIBs dos países desenvolvidos, e em especial dos EUA, onde a industria de software supera os 8% do total do PIB norte-americano. A empresa que possui o maior faturamento do mundo é uma empresa de software, a Microsoft.

Utilizar software livre não é simplesmente fazer uma opção técnica, mas principalmente uma opção ideológica. Não é porque você usa uma cópia pirata que você não está colaborando com essas grandes empresas imperialistas. Você está sim. Essas empresas, no caso do Brasil, apoiam essa rede de distribuição de cópias piratas, pois sabem que os seus usuários de hoje no micro residencial ou da escola, serão os seus usuários registrados(e pagando licensas) nas empresas no futuro.

Uma vez estive entrevistando o presidente de uma empresa de software no Brasil e ele me disse: "A pirataria é boa. Quanto maior for o número de usuários(registrados ou não), maior será o conhecimento do meu produto e maior será a demanda por novos sites utilizando o meu produto. Com isso, mais empresas deverão utilizar o produto e, nesse caso, todas registradas e com isso nós faturaremos mais."

Existe ainda uma outra frase clássica de Bill Gates:
"Apesar de cerca de 3 milhões de computadores serem vendidos a cada ano na China, as pessoas não pagam pelo software. Algum dia eles pagarão, no entanto. Já que eles vão roubá-lo, nós queremos que eles roubem o nosso. Eles se tornarão como que viciados, e então, de alguma forma, nós descobriremos como cobrar por ele em algum momento da próxima década."

Resumo da ópera: a rede pirata nada mais é do que "amostra grátis". Depois que você viciar vai ter que pagar.

A muito tempo, os estudantes lutam contra o imperialismo e defendem a soberania nacional. Porém, além de manifestações que dificilmente geram algum tipo de prejuízo para essas empresas, pouco se faz. A opção pelo software livre é uma ação que qualquer estudante pode fazer e que, direta e indiretamente, VAI SER SENSÍVEL para as empresas de software. Pense nisso.

Para finalizar, os nossos recados são:
  • Não precisa ser pirata, basta ser livre!
  • Não use drogas, use software livre!

    Diretoria de Inclusão Digital

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